Oficina de Implementação do Teste DNA-HPV – DAPS/CAP 1.0

Na quinta-feira, 18 de junho de 2026, foi realizada, no Auditório da Estação OTICS-Rio Centro, a Oficina de Implementação do Teste DNA-HPV, promovida pela Linha de Cuidado da Saúde da Mulher da Divisão de Ações e Programas de Saúde (DAPS), da Coordenadoria Geral de Atenção Primária da Área de Planejamento 1.0 (CAP 1.0).

A oficina foi ministrada por Maria Luiza Iavechia e Ulrick Pimentel, apoiadoras da Saúde da Mulher – DAPS/CAP 1.0, e teve como objetivo qualificar médicos e enfermeiros para a realização de um rastreamento organizado do câncer do colo do útero. O treinamento buscou padronizar os fluxos de coleta, o manuseio das amostras, a solicitação de citologia reflexa e o aconselhamento pós-teste.

A implantação do teste de DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) integra a nova estratégia nacional de rastreamento do câncer do colo do útero. O município do Rio de Janeiro está entre os prioritários na primeira fase dessa transição tecnológica, que representa um marco histórico na prevenção da doença. O teste molecular substitui gradualmente o exame citopatológico (Papanicolau), por apresentar maior sensibilidade e permitir um rastreamento mais preciso e seguro, com foco na identificação do vírus antes mesmo do surgimento de lesões celulares.

Durante a atividade, foram abordados temas fundamentais, como os princípios do teste molecular, os critérios de indicação, a faixa etária recomendada, a periodicidade do rastreamento, as técnicas adequadas de coleta, armazenamento e transporte das amostras, a interpretação dos resultados e os fluxos de encaminhamento das pacientes.

A capacitação também contemplou aspectos epidemiológicos do câncer do colo do útero, os mecanismos de transmissão do HPV, os fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença e a importância da vacinação como medida preventiva.

A qualificação dos profissionais de saúde é fundamental para garantir a efetiva incorporação dessa tecnologia ao sistema de saúde. Nesse contexto, a educação permanente em saúde constitui uma estratégia indispensável para a qualificação da assistência, a atualização das práticas clínicas e a promoção do cuidado integral à população.

Linhas de Cuidado de Saúde da Mulher
Envolve o cuidado integral das mulheres em todas as fases da vida, inclui ações de prevenção, promoção, tratamento e recuperação da saúde, garantindo acesso equitativo e de qualidade aos serviços de saúde. É fundamental atender as necessidades específicas das mulheres, respeitando suas diversidades e promovendo a equidade em saúde.

O cuidado integral inclui a saúde ginecológica, os direitos sexuais e reprodutivos, a saúde materna ao longo de todo o ciclo gravídico e puerperal, a dignidade menstrual, a atenção ao climatério e à menopausa, a saúde mental e os cuidados em situações de violência.

Além disso, se dedica a reduzir a mortalidade materna, prevenir doenças e agravos, promover a autonomia e o bem-estar das mulheres e combater a violência de gênero.

A Atenção Integral à Saúde das Mulheres é orientada pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – PNAISM. Elaborada em parceria com diversos setores da sociedade, em especial o movimento de mulheres, o movimento negro e o de trabalhadoras rurais, sociedades científicas, pesquisadores e estudiosos da área, organizações não governamentais, gestores do SUS e agências de cooperação internacional.

Fonte: “Saúde da Mulher“, Ministério da Saúde. Disponível em https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/ – Acesso em 25/02/2025.


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